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13 fevereiro 2017

Tênis com rodinha é perigoso? Especialistas comentam

Por todos os lados as crianças estão "deslizando" com o famoso tênis com rodinhas. Porém, muitos pais ainda estão reticentes em relação ao uso desse acessório que virou febre entre os pequenos. Afinal, o tênis com rodinha oferece algum risco para a criança? "O único perigo é se a criança cair", conta o pediatra Jorge Huberman, do Hospital Albert Einstein.

Para o ortopedista Leandro Gregorut, da Rede de Hospitais São Camilo, a novidade também não é motivo para preocupação. "Por não fazer impacto nos pés ou joelhos, não deve acarretar nenhum problema ortopédico. Algumas crianças costumam levantar a ponta dos pés para se movimentar e isso pode causar uma leve inflamação na região anterior do tornozelo, por forçar um tendão chamado Tibial Anterior. No entanto essa dor tende a melhorar com a prática e o uso do tênis", conta ele.
Mesmo que a criança tenha algum tipo de problema prévio, como pé chato ou problemas nos joelhos, Gregorut conta que não existem contraindicações: "O que acontece é que algumas crianças podem ter mais dificuldade do que outras para se equilibrarem e desenvolverem a técnica necessária para andar sem cair. Porém, com treino, paciência e sem abusar da velocidade, todas poderão se divertir muito", ressalta Gregorut.
Os especialistas destacam que, como a preocupação deve ser focada nos tombos dos pequenos, é imprescindível investir nos acessórios de segurança: "Como todo brinquedo que exige equilíbrio e desenvolve velocidade, como skate, patinete ou bicicleta, o ideal seria o uso de capacete, joelheiras e cotoveleiras", destaca o ortopedista.

O ideal seria a criança utilizar o calçado por cerca de 40 minutos ao dia, sem deixar de receber outros estímulos. "Além disso, a criança enjoa rápido, acaba usando por pouco tempo: primeiro, porque cansa da brincadeira e, segundo, porque logo o tênis deixa de servir no pé. É um acessório interessante porque estimula a criança, sua capacidade de se impulsionar, entender a sua lateralidade e equilíbrio", conta Huberman. "Não podemos falar que as crianças não podem fazer nada. O importante é deixar eles se divertirem", acrescenta o pediatra.

10 agosto 2016

Lancheira: quais sucos posso mandar para meu filho?

5 formas de fugir do suco de caixinha,pois na correria do dia a dia temos que ficar de olho na alimentação dos baixinhos.


Preparar uma lancheira saudável e que agrade o paladar da criança é sempre um desafio. A nutricionista Larissa Raucci, de São Paulo, que ofereceu um curso sobre o assunto, dá dicas para substituir os sucos industrializados.

* Prepare sucos naturais e coloque no freezer. Congelar faz perder um pouco dos nutrientes, mas ainda é melhor que uma versão pronta cheia de açúcar. Prefira frutas que demoram mais para oxidar, como manga e maracujá.

* Fique atento ao tempo de descongelamento. Tire do freezer uma hora antes de a criança ir para a escola – quando chegar o recreio, estará pronto para beber. Coloque em garrafa térmica para manter a temperatura.
* Polpas congeladas também são uma opção mais nutritiva que os sucos prontos. E mais práticas que os naturais. 

* As crianças aceitam melhor frutas mais doces como manga, melancia ou uva. Para adoçar sucos mais ácidos, adicione mel. 

* A combinação de frutas é uma alternativa para misturar sabores e nutrientes, como manga e abacaxi.

08 agosto 2016

Temporada de tosses e espirros

Os dias frios chegaram e a combinação de ar seco, janelas fechadas e cobertores recém-tirados do armário vira um pesadelo para quem sofre de alergia respiratória. Se é o caso do seu filho, saiba como protegê-lo.


Não tem jeito: a queda brusca de temperatura e a baixa umidade sensibilizam as vias aéreas,  enquanto ácaros e outros fatores que provocam alergia saem do fundo do guarda-roupa. Está feito o estrago! O nariz entope, a respiração fica difícil e o mal-estar é geral. Tudo por causa de uma resposta exagerada do sistema imunológico a alguma substância presente no ar – mofo, ácaro, pelos de animais ou pólen – que não é potencialmente nociva à maioria das pessoas. Embora se trate de um problema crônico, é possível aumentar os intervalos entre as crises. É só caprichar na prevenção e zelar para que seu filho respire aliviado. Veja de que maneira, a seguir.
Como a crise se manifesta?

Em forma de asma ou rinite. As duas são provocadas pelos mesmos fatores e podem ocorrer combinadas ou não A rinite compromete a região nasal, por isso, a criança espirra muito e fica com o nariz congestionado, vermelho, com coceira e coriza constantes. Já a asma agride o pulmão, ocasionando tosse, chiado no peito, falta de ar e, por consequência, bastante cansaço.
O que favorece as alergias?
Além da hereditariedade, a falta de leite materno nos primeiros 6 meses de vida pode afetar o  desenvolvimento da imunidade, tornando o bebê mais suscetível. Manter o ambiente fechado, úmido, com pó ou presença constante de animais pode facilitar a concentração de ácaros, mofo e pelos. Já o ar seco e frio, a fumaça de cigarro, os produtos com cheiro forte, as gripes e os resfriados são considerados fatores agravantes.
Quais são as medidas de prevenção?
 Vale lavar e, se possível, secar ao sol não só as peças de frio que ficaram guardadas no armário, mas também os brinquedos e as roupas do dia a dia. Assim, você evita o acúmulo de pó e a proliferação de germes. Procure trocar lençóis, travesseiros e cobertores com frequência– no mínimo, uma vez por semana – e, na hora de comprar artigos novos, dê preferência aos produtos antialérgicos. O dormitório é um dos lugares em que a criança permanece por mais tempo, por isso, merece cuidado especial. Instale seu filho no cômodo mais ensolarado e arejado e abra mão de carpetes, cortinas e bichos de pelúcia. Se a decoração já estiver montada, capriche na limpeza diária e não deixe que o animal de estimação frequente o espaço. Evite fumar dentro de casa, mesmo que seja na varanda ou distante da criança. O cigarro irrita a mucosa nasal e prejudica os pulmões infantis, ainda que em pequenas quantidades de fumaça.Umidificadores, por mais que compensem o ar seco, também são contraindicados, pois colaboram com a proliferação do mofo.
Como fortalecer as defesas do organismo?

Deixe seu filho bem hidratado e alimentado, para manter o sistema imunológico intacto. E vacine-o contra gripe, para eliminar um fator de risco.
Se meu filho tiver alergia, o que devo fazer?
Caso o quadro seja de rinite, o ideal é umidificar a área nasal com soro ou mantendo próximo um pano úmido; arejar o ambiente, se estiver fechado; e procurar um médico, para que ele avalie as condições da criança e prescreva um antialérgico adequado. Caso os sintomas sejam típicos de asma, como ter dificuldade para respirar, é necessário ir imediatamente ao pronto-socorro, especialmente se a criança ainda não estiver em tratamento contínuo. Lá, os especialistas vão analisar o grau de complicação e receitar o tratamento apropriado.
Como proceder se os episódios forem recorrentes?

Ainda que o seu filho tenha tido apenas uma crise, é preciso que ele comece a receber acompanhamento médico. O profissional explicará à família quais medidas ajudam a evitar que o problema se repita e a melhor maneira de lidar com a situação, quando ela for inevitável. Há, por exemplo, a opção de usar as bombinhas de medicamento, aplicadas por via oral, no caso da asma, e nasal, no da rinite. A vantagem dessa alternativa é que acarreta menos efeitos colaterais. Para os asmáticos, a substância utilizada no tratamento costuma pertencer à classe dos broncodilatadores que, como o nome sugere, dilata os brônquios, facilitando a respiração. Para o controle da rinite, o mais comum é o uso de corticoides e anti-histamínicos, que neutralizam os efeitos do processo alérgico. É fundamental deixar claro que o tratamento contínuo diminui a frequência e a intensidade das crises, mas a medida mais eficiente é impedir o contato do paciente com as substâncias causadoras da alergia.

06 agosto 2016

8 maneiras de manter seu filho quentinho e seguro no frio

O frio está chegando com tudo! Nesse período, a atenção com as crianças deve ser redobrada. Confira algumas dicas para aquecer seu filho na estação das baixas temperaturas.


No inverno o clima fica seco e as doenças respiratórias são mais comuns, afetando principalmente os recém-nascidos. O bebê, especialmente nos seis primeiros meses, sofre muito com as alterações de temperatura e com o nariz constantemente obstruído. Isso ocorre porque, na barriga da mãe, ele fica envolto pelo liquido amniótico, que, dentre outras funções, ajuda a manter a temperatura adequada dentro do útero. Ao nascer, o bebê estranha a mudança térmica bruta. Por isso, é importante ficar atento a todos os detalhes como roupas, banho e saídas nesse período para garantir que seu filho fique bem quentinho nos dias frios.
Roupas: a melhor opção é vestir o bebê em camadas. Você pode colocar um body por baixo, uma calça e um macacão por cima. Opte por aquelas de algodão, pois a lã pode dar alergia e ressecar a pele, e o náilon não é adequado para baixas temperaturas. Como os bebês perdem muito calor nas extremidades, mãos, pés e couro cabelo ficam mais gelados. Portanto, ao sair, coloque na criança luvas, meias e gorros. Existem também alguns modelos de macacões que vêm com um acabamento no punho que permite dobrá-lo por cima da mãozinha, funcionando como uma espécie de luva. Pode ser mais prático!
Cuidado com os exageros: É importante sempre ficar de olho na temperatura da criança, que deve estar entre 36,5 e 37,2 graus. Se o bebê começar a transpirar ou se mostrar irritado sem motivo, por exemplo, pode ser que esteja com calor. Nesses casos, retire uma camada das roupas.

Banho: antes de começar o banho, deixe o chuveiro ligado para vaporizar o ambiente e evitar o choque térmico entre a água e a pele do bebê. Isto traz uma sensação mais agradável para a criança. O melhor horário é entre às 15h e 16h, com a água em torno de 37ºC. Não leve brinquedos para o banheiro, isso distrai a criança e deixa o banho mais demorado. Nessa época do ano os banhos têm de ser rápidos.
Saídas: o ideal é evitar lugares aglomerados pelo menos até os dois primeiros meses, quando o recém-nascido toma a vacina Pentavalente (contra difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas por Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B). Passeios antes das 10h e depois das 17h não são bons, pois nesses períodos do dia as temperaturas estão mais baixas, com mais vento. Evite, também, sair com a criança após dar banho nela.
Aquecedor: esses aparelhos diminuem a qualidade do ar, deixando-o seco. Uma das saídas é umedecer o ambiente com uma toalha molhada ou uma bacia com água (longe do alcance do seu filho) enquanto o aquecedor estiver ligado. Também é preciso trocar e limpar o filtro do aparelho nos períodos recomendados pelo fabricante. Outra dica para amenizar o ressecamento do ar é escolher um aquecedor com umidificador, que, como o próprio nome sugere, mantém a umidade do ar. Se você optar por ter dois aparelhos separados, o tempo de uso do aquecedor deve ser maior que o do umidificador. O ar úmido demais também pode trazer problemas, como o aparecimento de fungos. O importante é saber que aquecedores são, sim, ótimos aliados em dias frios, mas não devem ficar ligados durante muitas horas. E não se esqueça de que, mesmo com baixas temperaturas, você deve abrir a casa todos os dias,ventilar os ambientes e manter os cômodos sempre limpos.
Carrinho de bebê: os carrinhos disponíveis no mercado são, em geral, bem adaptáveis às baixas temperaturas. Escolha um que tenha protetor para chuva e frio ou compre um protetor individual que se adapte ao modelo que você já tem. Só cuidado para não sufocar a criança! Os protetores devem sempre ter aberturas nas laterais para a circulação do ar.

Berço: na hora de dormir, vista seu filho em camadas, como já falamos. coloque primeiro o body, depois o pagão e por cima um pijama bem quentinho no bebê. Os macacões de flanela são ótimas opções Nada de cobrir seu filho com cobertor, manta ou edredom para evitar sufocação. Se estiver muito frio, você pode recorrer aos sacos de dormir. Eles são uma espécie de saco mesmo com a parte de cima parecendo uma regata e têm um zíper na frente para fechar, o que facilita a troca da fralda durante a noite.
Visitas: é comum os parentes e amigos irem visitar o recém-nascido, mas alguns cuidados são necessários. É bom evitar o contato com pessoas gripadas, com tosse e coriza, que deixam o vírus no ar e podem contaminar o bebê e, claro, peça que todos lavem as mãos. Parece óbvio, mas não custa reforçar, certo?

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